Perguntas frequentes
Perguntas e respostas por Dr. Antelmo Sasso Fin

Eu tenho peso para ser submetido à cirurgia?
R. A indicação cirúrgica é baseada no IMC (índice de massa corpórea). Sendo que as pessoas que possuem IMC maior ou igual a 40 kg/m² têm indicação de cirurgia bariátrica e as pessoas com IMC entre 35 e 40 kg/m² somente terão indicação de cirurgia bariátrica se também apresentarem alguma doença associada à obesidade (tais como: hipertensão arterial, dislipidemia, apnéia do sono, diabetes mellitus, doença articular da coluna ou membros. Os pacientes com IMC abaixo de 35 kg/m², normalmente não têm indicação de cirurgia. Para calcular o seu IMC, clique aqui.

Qual o risco da cirurgia?
R. Os riscos são os mesmos de qualquer procedimento sob anestesia geral acrescidos dos riscos de uma cirurgia do aparelho digestivo com o agravante do paciente ter obesidade. No tocante a anestesia geral sabemos que o paciente será colocado em um plano de inconsciência, sob o uso de substancias venosas e gasosas que geram a necessidade do uso de respiração artificial através de tubo orotraqueal. Na anestesia moderna são utilizados vários aparelhos e sensores para controlar e verificar o bem estar do paciente, mas é claro que nunca o risco é zero, pois existem fatores imponderáveis ligados à anestesia, ao paciente, ao procedimento etc.
No tocante à parte técnica temos várias situações que mesmo sob forte precaução e vigilância quando presentes podem aumentar o risco do paciente, tais como: hemorragias, abertura de grampeamentos e fistulas, infecções, embolia pulmonar, dentre outras.
No tocante à obesidade sabemos que os esforços para o paciente respirar e manter o fluxo sanguíneo periférico estão diretamente ligados ao peso do individuo e à sua condição física. Quanto maior for o IMC maior será o risco de complicações cardiorrespiratórias e vasculares. Os pacientes obesos também apresentam menor imunidade.

Qual a idade máxima e mínima do paciente que deve ser operado?
R. O ideal preconizado é que os pacientes sejam operados entre 18 e 60 anos, porem existem muitas exceções que devem ser estudadas de caso a caso.

O grampeador pode abrir, qual o percentual?
R. Sim. Apesar do risco ser baixo e a grande maioria dos cirurgiões testar o grampeamento, insuflando o estomago com azul de metileno durante o procedimento, cerca de 1 % dos pacientes podem desenvolver nos primeiros dias de pós operatório abertura parcial ou total da linha de grampo.

Como é a dieta após a operação?
R. A dieta vai depender da técnica cirúrgica empregada, mas geralmente na técnica de duodenal switch o paciente inicia na primeira semana dieta liquida, na segunda semana dieta liquida sem coar, na terceira semana dieta pastosa e ao fim de um mês o paciente já esta comendo praticamente normal. Já na cirurgia de bypass gástrico ( Fobi/Capella) com ou sem anel os vômitos são freqüentes e a dieta liquida durará por mais tempo. E importante seguir a prescrição da dieta fornecida pela nutricionista ou nutróloga que é fundamental para a boa evolução do paciente no pós operatório.

Por quanto tempo devo usar vitaminas no pós-operatório?
R. Apesar das técnicas cirúrgicas exigirem diferentes tipos de reposição vitamínica consideramos que todos os pacientes deverão tomar algum tipo de vitamina para sempre. Como exemplo, temos mais pacientes que precisam de reposição do elemento ferro na cirurgia de bypass gástrico ( Fobi/Capella) com ou sem anel, já nos pacientes submetidos a duodenal switch existe maior necessidade de reposição de vitaminas lipossolúveis.

Sou diabético. Posso operar?
R. Sim, deve operar, inclusive a cirurgia tem demonstrado excelente melhora da glicemia dos pacientes. O que é muito importante é que o paciente opere com a glicemia sob controle, evitando as tais “despedidas” que somente contribuem para dificultar o controle da glicemia e aumentar os riscos da operação. A técnica cirúrgica de duodenal switch (DBP) está associada à maior perda de peso e maiores taxas de resolução de diabetes comparados com todas as operações bariátricas (Am J Med 2009; 122:248-256).

Sou hipertenso. Posso operar?
R. Sim, o emagrecimento é fundamental para o controle e tratamento da hipertensão arterial nos obesos. Lembrar que o ato cirúrgico deve transcorrer com o paciente com a pressão arterial controlada.

Como é o acompanhamento nos pós-operatório?
R. O paciente deverá manter seu estreito relacionamento com o cirurgião que solicitará exames de rotina para identificar e tratar quaisquer intercorrências relacionadas à operação, também cabe ao cirurgião acionar os outros membros da equipe, quando achar necessário, para auxiliarem o paciente no seguimento pós cirúrgico.
De maneira geral o agendamento das revisões é pessoal e varia de paciente para paciente, no entanto deve ser de pelo menos 4 consultas no primeiro ano pós operatório e não deve ser inferior a 2 consultas por ano até ao quinto ano de pós operatório.

Posso engravidar depois da cirurgia?
R. Sim, mas o ideal é que a paciente espere o organismo se adaptar à nova realidade do aparelho digestivo, isto ocorre cerca de 1 ano no pós operatório do Duodenal switch (BPD)e cerca de 2 anos no pós operatório da cirurgia de bypass gástrico ( Fobi/Capella) com ou sem anel. A paciente realiza uma bateria de exames maior que a de costume como pré-natal e após constatação de que esta em boas condições nutricionais para engravidar o cirurgião á liberará.

Cirurgia plástica, Quando?
R. Assim que o paciente parar de perder peso apesar de se alimentar de maneira correta. A perda de peso estabiliza em torno de 1 a 2 anos após a cirurgia. A cirurgia somente deve se realizada quando o paciente estiver em boas condições nutricionais e psicológicas.

Existem diferenças entre as operações para emagrecer (cirurgia bariátrica)?
R. Sim. As operações para emagrecer são baseadas na restrição da capacidade do estomago de armazenar (cirurgia restritiva -exemplo: gastrectomia vertical ou gastrectomia em manga, chamada em inglês de Sleeve) ou na diminuição da capacidade do intestino de absorver ( cirurgia disabsortiva -exemplo: bypass jejuno-ileal ).
Quando temos os dois componentes na mesma operação chamamos cirurgia mista, exemplo: duodenal switch ( também chamada de derivação bilio pancreática), by pass ou Fobbi Capella.
Dentre as operações mistas temos grande diferença entre elas, por exemplo, a capacidade gástrica no duodenal switch é de 150 a 200 mililitros, já no bypass a capacidade gástrica é de 20 mililitros , porem o duodenal switch emagrece mais pois apresenta maior componente de desvio do intestino, o que também lhe confere melhor resultado de emagrecimento a longo prazo. . A técnica cirúrgica de duodenal switch (DBP) está associada à maior perda de peso e maiores taxas de resolução de diabetes comparados com todas as operações bariátricas (Am J Med 2009; 122:248-256).

Como vou comer após o primeiro mês?
R. Isto vai depender da operação que o paciente fez. Em geral no bypass gástrico (Capella) o paciente retorna a comer solido cerca de 6 meses após a operação, já no duodenal switch isto ocorre 30 dias após a operação.

Por que algumas pessoas têm queda de cabelo. Como evitar?
R. Na cirurgia de Capella é devido a deficiência de cisteina presente na carne vermelha. Também exite queda de cabelo quando o paciente não faz a reposição das vitaminas conforme preconizado.

Por que existem vômitos?
R. O vômito é o efeito colateral mais comum nos pacientes submetidos à cirurgia de Fobbi/Capella sendo responsável por perda do esmalte dentário e desmineralizacao dos dentes, em alguns casos com perda dentaria importante, também pode levr a hemorragia por lesões no esôfago. Na Duodenal switch (também conhecida como derivação bilio pancreática) o vomito não ocorrre sendo muito raro.

Por que existe mau cheiro nas fezes?
R. Toda operação que contem desvio do intestino pode levar ao mal cheiro nas fezes sendo que isto ocorre, principalmente devido a presença de gordura não absorvida no intestino grosso. A gordura leva ao aumento da população de bactérias anaeróbias com desvio do equilíbrio da flora intestinal . O tratamento consiste em eliminar o excesso de gordura da dieta e adicionar dieta rica em fibras e antibiótico.

Posso usar antiinflamatório?
R. Sim. Somente com uso concomitante de protetor gástrico e com autorização do seu cirurgião.

Posso usar antibióticos?
R. Sim. Porem alguns antibióticos podem não ter o nível adequado devido alteração na absorção causada pela cirurgia. Sempre consulte seu cirurgião.

Quem operou vive menos ou vive mais?
R. Vive mais, pois tem menos problemas de saúde causados pela obesidade. Segundo Dr. Marceau as crianças que nascem de mães operadas por duodenal switch ( Derivação bilio pancreática) têm menos problemas metabólicos em comparação com os irmãos que nasceram antes da mãe ser submetida a esta operação.

Quais as complicações mais graves e mais comuns?
R. As complicações mais graves são as decorrentes de abertura do grampeamento e que podem requerer reoperacão, também são considerados graves os casos de embolia pulmonar (estes atualmente são raros devido aos métodos que utilizamos para evitar a embolia pulmonar) .Outras complicações menos freqüentes tais como: infecção urinaria, infecção de parede e pneumonias também, raramente, podem ocorrer.

Posso voltar a engordar?
R. Sim. Todo paciente que já foi obeso deve ter em mente que a cirurgia o fará emagrecer porém os excessos de carbohidratos e de alimentos calóricos, principalmente na forma liquida ou forma de doces, são altamente perigosos e colocam em risco o resultado da operação.

Qual a diferença entre cirurgia aberta e fechada?
R.A cirurgia aberta ou convencional é realizada através de incisão única de extensa, já a cirurgia fechada é realizada por videolaparoscopia através de pequenas incisões, sendo esta última a mais realizada devido à menor agressão ao paciente.

Por que existe diferença de preços entre as operações?
R.A diferença se deve ao material a ser utilizado, pois o material da cirurgia aberta é mais barato em relação ao da cirurgia por videolaparoscopia.

Quando posso voltar a trabalhar?
R. Por videolaparoscopia o retorno ao trabalho é mais rápido. Muitos pacientes se recuperam e retornam a dirigir em 7 dias. Já a técnica convencional demanda cerca de 21 dias.

Existe uma cirurgia mais para homem e outra para mulher?
R. Não. O que realmente influencia na escolha da técnica cirúrgica a ser empregada é o comportamento alimentar do paciente. Porém as mulheres tendem a fazer várias pequenas refeições durante o dia (beliscar), mais frequentemente que os homens.

Qual a melhor cirurgia para mim?
R. A escolha da operação deve ser algo consciente e baseada nas informações dos hábitos alimentares do paciente. Existem cirurgiões que realizam somente uma operação bariátrica para todos os pacientes, o que ao nosso ver pode gerar insatisfação em alguns casos.

Caso ainda tenha alguma dúvida, por favor, entre em contato conosco.